11 de Agosto de 2016

A arte da construção de uma Cultura de Paz

O pianista e compositor Amaral Vieira proferiu palestra aberta no Centro Cultural da BSGI de Curitiba

Amaral Vieira é o diretor artístico da OFBHI desde a sua fundação

Concerto em Curitiba teve mais de 500 espectadores

Uma das mais importantes personalidades do universo da música erudita no Brasil, o pianista e compositor Amaral Vieira, é também uma das vozes mais ativas quando o assunto é a edificação de uma Cultura de Paz. No último dia 25, o musicista proferiu a palestra intitulada Arte por uma Cultura de Paz. O evento aconteceu no Centro Cultural da BSGI de Curitiba-PR e teve a participação de mais de 500 espectadores.


Tendo conduzido a palestra num tom intimista, o maestro demonstrou a real necessidade de se fazer da paz mundial uma realidade concreta, não apenas um conceito. Explanou conceitos das propostas escritas pelo presidente da SGI, dr. Daisaku Ikeda, com quem teve oportunidade de discutir sobre a musicalidade e a forma com que se pode utilizar a arte para tornar real o propósito da paz. Segundo Vieira, “a arte é construtiva em sua natureza, pois quando cumpre com seu verdadeiro papel resulta em harmonização”.


Embora não haja um único método para efetivar este propósito, em suas palavras enfatizou "(...) uma certeza eu tenho: que sem o conceito de espiritualidade isso dificilmente será alcançado. Nós temos que aprender em primeira instância a pacificar nossa natureza humana, a domar nossa natureza humana que nos leva muitas vezes a situações inesperadas".


‘A arte toca diretamente no coração das pessoas, de modo especial, (...), a música é uma linguagem universal. A música chega diretamente ao coração das pessoas levando uma mensagem de esperança, levando uma mensagem de harmonia, levando uma mensagem de crescimento espiritual, sem o qual, pouco ou nada pode ser feito”, ressaltou o músico.


Em sua opinião, a música, como uma das manifestações artísticas – assim como a literatura, as artes plásticas, a dança, as artes cênicas – a arte como um todo, proporciona ao ser humano, evolução. “Faz com que esse ser humano se torne uma pessoa melhor, uma pessoa mais sensível, a pessoa passa a se conhecer de um modo mais profundo e ao se conhecer passa a compreender melhor o seu próximo e passa a dialogar também de uma maneira mais eficaz na sociedade”, disse Vieira.


“É por isso que é tão importante a ênfase que é dada na Soka Gakkai para as atividades como os grupos de dança, as bandas de música, as orquestras, atividades de teatro, tudo isso são ferramentas colocadas à disposição do ser humano para que ele se aperfeiçoe, para que trabalhe sua sensibilidade e passe a usar essa sensibilidade em prol da humanidade, em benefício da sociedade como um todo, porque de que serve uma grande descoberta, uma grande visão de humanidade se ela não é compartilhada com os outros, se ela é estanque!”, exclamou.


Portanto, segundo Amaral Vieira, “a questão da paz não é simplesmente evitar que os conflitos aconteçam, mas é conseguir detectar com muita sensibilidade que rumos a sociedade está tomando, e mais uma vez eu acho que a arte é um caminho maravilhoso, a arte acaba revelando aspectos antes despercebidos, pois ela enfatiza tudo o que é sutil, tudo está nas entrelinhas”, finalizou o músico.


Concertos para a Paz e Academia Nacional


No domingo, 26, pela manhã, o Núcleo de Desenvolvimento para Orquestra - Núcleo de Curitiba e representantes da Academia Nacional do OFBHI vindos da Amazônia Oriental, Ribeirão Preto, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo se apresentaram na capital paranaense no palco principal do Teatro Guaíra. Mais de duas mil pessoas estiveram presentes, mesmo com o tempo frio que fazia na cidade. Membros de diversas localidades estiveram presentes para prestigiar.


A ocasião foi a estreia da Academia Nacional, que reuniu jovens integrantes de todo o Brasil.


O concerto deu-se início com apresentação de autoridades convidadas presentes. Em seguida, o pianista e compositor, Amaral Vieira, que é orientador artístico da Orquestra Filarmônica Brasileira do Humanismo Ikeda – OFBHI, proferiu algumas palavras, abrindo o concerto. Ele parabenizou o Cinquentenário da BSGI em Curitiba, que completa oficialmente no dia 10 de julho este marco, e que durante todo o ano vem realizando eventos em comemoração. Destacou também ser a estreia da Academia Nacional, composta por jovens talentos e se tornará um modelo de orquestra jovem em um breve futuro. Agradeceu a homenagem realizada pela orquestra que apresentaria uma peça composta por ele, peça esta baseada no poema do presidente Ikeda e que tem como objetivo trazer uma mensagem de paz através da música.

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