27 de Julho de 2017

Prezar cada pessoa

Premissa básica da Soka Gakkai permeia dois grandes eventos

Evento realizado pelo Depas

Dois grandes eventos marcaram o final de semana de 8 e 9 de julho: a mesa de debates promovido pelo Departamento de Artistas (Depart) da BSGI sobre a proposta de paz de 2017 do presidente da SGI, dr. Daisaku Ikeda, no sábado 8 e, no domingo 9, o Departamento de Profissionais de Saúde (Depas) realizou uma roda de conversa sobre o tema Dependência e Co-dependência sob a ótica da ciência e da filosofia budista. Ambos os eventos aconteceram no auditório da paz do Centro Cultural da BSGI.


A mesa promovida pelo Depart reuniu quatro palestrantes: prof. Dr. Mohamed Habbib, catedrático da Unicamp; dra. Carmen Dora, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB; Pedro Paulo Amaral, membro do Conselho Consultivo da BSGI e Edjan Santos, coordenador do Núcleo Universitário da BSGI.


Cada integrante da mesa expôs suas considerações acerca da proposta de paz deste ano, A Solidariedade Mundial dos Jovens: o Alvorecer de uma Nova Era de Esperança, de acordo com suas visões e áreas específicas de atuação. Antes das considerações de cada integrante da mesa, foi exibido um vídeo com o depoimento do poeta Thiago de Mello – revisor oficial do texto final da proposta de paz – sobre o contexto. Ele enfatizou a necessidade de se debater o documento que busca integrar e não dividir, indo na contramão da conjuntura social atual em que redes sociais se dividem em questões frívolas e/ou sectaristas, e conclama a todos a perseverar e não dividir, acreditando que é possível mudar o que é necessário. E reiterou que o dr. Daisaku Ikeda é o único personagem da atualidade a realizar ações legítimas e eficazes voltadas à paz no mundo e o faz há mais de 30 anos.


Abrindo a discussão, o prof. Habbib destacou uma frase do documento: “cabe a nós construir um mundo sem guerras e nos perguntarmos se um planeta mais pacífico é possível. O destino de todo o século XXI depende desta resposta”. Habbib perguntou à plateia: “Por que ele escreve essas propostas de paz há 34 anos? Para que nós tenhamos caminhos possíveis para refletir diante de situações perigosamente preocupantes. (...) Cada recipiente, copo, garrafa, jarra, só pode oferecer o que contém seu conteúdo. Cabe a nós preenchermos nossos recipientes com conteúdos que possibilitem a mudança”. Ele ainda enfatiza que um exército de jovens munidos de um ideal pode sim fazer a diferença.


A advogada Carmen Dora iniciou seu discurso citando a Constituição Brasileira: “no Preâmbulo inicial consta ‘banir toda e qualquer discriminação ou desigualdade’. Não estamos silentes, a OAB conclama a uma resistência positiva. Esta proposta de paz está em consonância com a declaração da OAB”. Segundo ela o texto está calcado no princípio da dignidade humana e ressalta: “como o dr. Ikeda foi feliz! Os jovens têm o poder e a capacidade devido ao destemor e a ousadia”.


Já para Pedro Paulo, o âmago do texto está na persistência de Daisaku Ikeda que há 34 anos vem escrevendo, dialogando e agindo diligentemente, fatos impressos em cada linha desta proposta de paz. “As pessoas se impressionam com este budismo que vai na contramão da imagem do indivíduo meditativo, contemplativo que se tem. O budismo da Soka Gakkai é o budismo da ação, longe daquela visão escapista. Esta proposta de paz é uma prova de que não estamos passivos”, elucida.


O jovem Edjan iniciou sua fala citando um trecho do texto: “Não sou pessimista (...) confio nos jovens”. E, parodiando uma citação clássica do segundo presidente da Soka Gakkai Josei Toda: “É preciso eliminar a palavra ‘miséria’ do léxico humano”. Isso para dizer que a juventude estudantil da BSGI está engajada e articulada. “Não somos meros otimistas, para quem pensa que nada está sendo feito, engana-se”. Ele argumenta que os milhares de jovens universitários da BSGI está nas suas ruas, nas escolas, nos seus locais de trabalho realizando um movimento silencioso e anônimo, mas que está causando grandes mudanças, algumas ensurdecedoras embora sem barulho, pois cada um, munido de suas armas – os ideais de cultura de paz – está diligentemente difundindo as energias benéficas que mudarão a face do globo, infalivelmente.


 


O tema Dependência e Co-dependência sob a Ótica da Ciência e do Budismo contou com as presenças de: Vanessa Sola, psicóloga especialista em dependêndia química e psicanálise; Ronaldo Risseto, associado da BSGI e químico; Sidney Tojer, associado, médico e responsável pelo Núcleo de Orientação Social da BSGI. O propósito do encontro foi ampliar o debate sobre este que é um dos temas mais preocupantes dentro do cenário social atual.


Devido a isso, o Depas vem planejando este evento há quase um ano, pois prezar cada pessoa é o ponto de partida da Soka Gakkai desde a sua fundação.


A psicóloga Vanessa Sola apresentou os aspectos da doença, traçando importantes relações entre o dependente e o co-dependente. “Chamamos de carreira de consumo. O dependente vai como que ‘subindo na carreira’ aumentando a sua resistência conforme as causas que a levaram ao consumo vão se agravando, diminuindo sua capacidade de resistir à substância”, explica.
O químico Ronaldo Risseto abordou a sua própria experiência quando se viu frente à doença em sua própria casa. “É um momento de reflexão. Nós temos o tempo todo sinais à nossa frente, mas dá trabalho olhar para eles e pensar no que fazer com eles”, alerta. Ele enfatiza sobre a necessidade de se prevenir quanto aos sinais pois quando se deu conta já estava instalada a doença, com seu próprio filho. Ronaldo conta que a fase da negativa foi longa e, quando finalmente se deu conta seu filho já estava indo para sua quarta internação. Foi nesse momento que algo o despertou para a realidade da co-dependência, que até então, para ele, somente o filho era o paciente. “A clínica onde ele seria internado me disse que só o aceitaria se nós, a família, fossemos buscar ajuda também”, conta. Explicaram que nada do que fizessem seria eficaz se a família não se tratasse, alterando radicalmente o quadro e o ambiente que levaram o filho à dependência química.


“Durante muito tempo eu me perguntei o que havia feito de errado. Provavelmente os desvios de comportamento estavam claros, eu não os notei porque também tinha meus desvios de comportamento!”, confessa. A constatação deste fato causou um imenso turbilhão na cabeça deste pai e foi daí em diante que o tratamento começou a ser eficaz.
O médico Sidney Tojer fechou a mesa com a visão científica e filosófica da questão. “Carma é ação. Pensamentos, palavras e ações. Carma não é a circunstância, não é meu filho que está na dependência química, por exemplo. Carma é a forma como eu interpreto a circunstância. E isso tem um poder enorme, porque vai depender de mim. A forma como eu interpreto a situação, se ela for negativa, será negativa e vice-versa. Então tudo depende da transformação em meu interior”, explica. Portanto, o foco do budismo é despertar as pessoas para aquela condição que todos possuem em seu interior que é o estado de buda e, a partir disso, realizar a sua revolução humana. Uma vez obtida essa condição, o indivíduo consegue ultrapassar a circunstância mais adversa sem se abater ou se abalar. “É importante nos conscientizarmos que as mudanças que almejamos passam obrigatoriamente pela nossa própria transformação”, finaliza o médico.


 

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