27 de Julho de 2017

Somos todos duzentos!

Em agosto, um grupo de 200 jovens da BSGI vai ao Japão para reconfirmar sua disposição de transformar o país por meio de suas grandiosas atuações

Respectivamente: Luana, Natália e Natane

Felipe Ken Iti Iwahashi da Silva

Gabriel Augusto Souza Ciqueira

Thiago Lucas dos Santos

Na mente de cada um dos 200 jovens representantes da BSGI que vão ao Japão em agosto pulsa o mesmo desafio: herdar o espírito da organização e impactar o país e todo o planeta de forma positiva. As idades variam entre 19 e 37 anos, diferentes etnias, formações profissionais e culturais, de todas as regiões do Brasil, cada qual com suas histórias impressionantes e surpreendentes. Todos venceram grandes dilemas – financeiro, profissional, saúde, desarmonia familiar – e estão decididos a serem os dignos representantes dos 60 mil jovens que compõem a força indestrutível da BSGI de hoje e de amanhã!


Selecionamos seis dessas histórias para ilustrar esse grupo impressionante. Histórias de superação e de grande determinação, motivados por um ideal que é o mesmo de todos os 12 milhões de associados da SGI no mundo: um mundo de paz e felicidade absoluta aos seres vivos deste planetinha azul.


Gabriel Augusto Souza Ciqueira, tem 23 anos, e é líder do Núcleo Estudantil no Rio de Janeiro. Nascido em uma família budista associada à BSGI, teve que lutar pela sobrevivência desde a gestação. “Nasci prematuro de seis meses”, conta. Perto do parto o médico chegou a dizer que não poderia salvá-lo, mas sua mãe decidiu que Gabriel sobreviveria e seria um grande valor para a sociedade. “Hoje ninguém diz que nasci prematuro!”, exclama.


A desarmonia familiar e dificuldades financeiras foram questões que presenciou desde criança mas, mesmo assim, participava de todas as atividades das BSGI com empenho e alegria pois sabia que todos os problemas eram oportunidades para se desenvolver e forjar uma vida grandiosa. O budismo era a fonte de sua força e sabedoria.


Aos poucos, viu sua vida sendo radicalmente transformada. Primeiro a mãe e depois o pai prosperaram com seus próprios negócios. Aos 14 anos assumiu a liderança jovem do Núcleo de bairro, determinado a não mais ter que enfrentar questões como as que já tinha superado. Foi aprovado em uma seletiva para um curso técnico que desejava muito e, já ingresso, ficou entre os melhores alunos de sua unidade indo competir na seletiva estadual. “Estou decidido a trilhar por este caminho por toda a minha vida, levando a felicidade para todos que estão o meu redor!”, enfatiza Gabriel.


A jovem Luana da Silva Freitas, tem 31 anos e seus pais se associaram à BSGI quando ela ainda era um bebê de dois anos de idade. A família passava por inúmeras dificuldades financeiras e grande desarmonia familiar. O pai trabalhava como vigia noturno e viviam todos na casa dos avós, junto com mais dois tios solteiros. Um desses era crítico feroz do budismo
“Cresci participando das atividades da BSGI e atuando com a minha família sem falhar na prática individual, com desejo de mudar minha realidade por meio do estudo”, conta Luana. Embora fosse algo quase surreal, a menina ansiava cursar uma faculdade. Aos poucos, o tio que se opunha ao budismo e que também tinha problemas com bebida, foi mudando de atitude ao perceber o quanto aquela prática trazia bem estar ao ambiente familiar.


A determinada Luana não apenas encerrou brilhantemente o Ensino Médio, como passou em 1º lugar no vestibular para a faculdade de Engenharia Química na cidade de Santos, o que lhe proporcionou uma bolsa parcial.


Já empregada e vivenciando alguma tranquilidade, Luana se defrontou com o maior de todos os seus desafios: a morte de sua querida mãe. “A princípio, fiquei em estado de choque. Porém, ao mesmo tempo em que estava abalada emocionalmente, passei a sentir uma força interior indescritível. Nesse momento, pude realmente ver como a Soka Gakkai é uma família. Várias pessoas da comunidade e próximas nos apoiaram”, emociona-se.


Entendeu que tudo acontece com um propósito. Seu pai se aproximou, se fortaleceu e passou a dar-lhe suporte. Concluiu a faculdade com louvor, com direito a dois prêmios pelas notas excelentes, um pela instituição em que se graduou e outro pelo Conselho Regional de Engenharia. E ainda conseguiu o emprego onde está até hoje.


Associado da BSGI há seis anos, Thiago Lucas dos Santos, tem 33 anos é de São Paulo e tem grandes comprovações da prática budista em sua vida. Ele tem somente 20% de visão, mas diz que isso não o impede de fazer nada e leva a vida com alegria pois “tenho os ideais da SGI e paixão por esses ideais e sei que devemos enxergar tudo com os olhos do coração”.


“Quando comecei a praticar estava desempregado e buscava uma oportunidade na área a qual acabara de me formar”, conta. Em apenas dois meses foi selecionado para trabalhar em uma multinacional do setor financeiro, mesmo sem qualquer experiência na área. E, dois anos de atuação apenas, participou de outra seletiva interna e obteve uma grande promoção. “Hoje sou formado na área de Comunicação Social e pós Graduado na área de Gestão de Negócios, respeitado e reconhecido pela minha postura no trabalho!”, exulta com mérito.


Nesses seis anos, por meio de sua transformação, trouxe também sua mãe a associar-se à BSGI e hoje é sua grande incentivadora. Embora não tenha conhecido seu pai que faleceu há alguns anos, pode conhecer duas irmãs que não sabiam de sua existência. Thiago conta que foi uma grande alegria poder resgatar esse vínculo paterno após tanto tempo. Sofreu pela perda de dois primos devido o envolvimento com o tráfico de drogas, mas pode trazer um dos irmãos desses garotos a associar-se à BSGI e hoje é um grande exemplo de vida.


Também nesse curto período de seis anos comprou seu apartamento e pode casar-se com sua cara metade. Em 2015 encontrava-se em uma situação financeira delicada, pois precisava pagar a parcela intermediaria do apartamento e não tinha o valor. Cogitou recorrer a um empréstimo. Decidiu empenhar-se na prática e buscar uma solução urgente. Dias depois já quase decidido a contrair mais uma dívida, eis que sua esposa Beatriz lhe diz: “Não precisa mais pedir empréstimo. Eu fiz um jogo na loteria e ganhei! O prêmio é exatamente o valor da prestação!”.


A carioca Natália Coutinho, tem 32 anos e é natural de uma cidade do interior do estado do Rio de Janeiro chamada Porciúncula. Mora na capital desde os 19 anos. “Quando cheguei no Rio passei por vários desafios, estava terminando um namoro do qual eu não era tratada com dignidade, problemas financeiros, saudade da família e dos amigos”, diz. Foram seus pais que a aconselharam a buscar algum Núcleo da BSGI, pois isso iria “acalmar seu coração”.
Tudo começou a fluir quando encontrou o budismo Nichiren na BSGI. Em 2016 conseguiu realizar o sonho de ir ao Japão por intermédio da empresa e lá conheceu a Sede da Soka Gakkai. De volta ao Brasil os desafios ali estavam para serem suplantados. Foram muitas as dúvidas e dilemas que a afligiam. “Minha vida estava de pernas para o ar!”, confessa.
Inscreveu-se para este grupo de treinamento dos “200” e foi selecionada. Mesmo sabendo que o valor da dívida que tinha era o mesmo dos custos desta nova viagem, decidiu que venceria mais este desafio. “Eu tinha a convicção de que esses desafios estavam me forjando e me desafiando para que eu realmente pudesse comprovar meu desejo de ir ao encontro do meu ideal de paz”, ressalta. Resultado: Natalia é uma dos 200 que já estão com o passaporte carimbado para irem ao Japão!


Aos 22 anos, Felipe Ken Iti Iwahashi da Silva, é um determinado universitário que cursa Relações Internacionais, fala mais dois idiomas além do Português e é o mais velho de três irmãos, Jyum com 16 anos e Miwa com 8 anos. É da 3ª geração de associados da BSGI, sua família comemora este ano 50 anos de prática budista.


Em 1997 seus pais cruzaram os oceanos em busca de novas oportunidades em terras nipônicas e lá permaneceram por aproximadamente 13 anos. Foi alfabetizado em japonês e, somente aos 9 anos de idade foi começar a aprender o português. Foi devido a crise mundial de 2008 que seus pais decidiram voltar ao Brasil. Felipe estava com 15 anos. Até então não sabia o que era dificuldade, e aí se viu de frente com a falta que faz os amigos. Sem falar na cultura que era totalmente outra. “Era tudo muito diferente!”, conta. E foi aí que a energia e a empatia do povo da BSGI fez toda a diferença. Foi nos “jardins da Gakkai” que ele percebeu o quanto o movimento humanístico de prezar cada pessoa é maravilhoso. Sem nem se dar conta viu-se empenhado e dedicado em todas as esferas da organização, feliz por encontrar na BSGI todo o suporte que precisava para sua readaptação ao seu país de origem.


O sonho que se desenhava era o de cursar uma universidade pública de excelência. “Decidi cursar Relações Internacionais para me tornar um diplomata da paz e que consiga ser um profissional que contribua de forma concreta para a paz no Mundo”, conta.


E, como não há nada impossível neste budismo, após dois anos e meio somente, eis que lá estava Felipe cursando a Universidade Federal do ABC e se tornar o primeiro representante de sua família ingressar um curso superior.


Hoje ele dedica-se ao futuro da BSGI, cuidando do grupo de crianças de 7 a 9 anos, Futuro, dentro do Núcleo Estudantil. “Tem sido uma oportunidade muito grandiosa e bastante desafiadora!”, exclama. Empenha-se nos estudos com afinco e, com a mesma garra, atua nas atividades do Núcleo Jovem buscando aprimorar-se e oferecer o seu melhor a todos os que estão iniciando.


Foi por intermédio de uma quase tragédia que a família de Natane do Carmo Torres, de 27 anos, conheceu a BSGI. Seu irmão ao nascer, teve hipóxia (falta de oxigênio no cérebro) e com isso várias complicações de saúde. Um dia, diante do sofrimento de sua mãe, uma pessoa lhe apresentou o budismo e a BSGI. Naquele mesmo dia seu irmão teve alta. Mesmo tendo falecido serenamente alguns meses depois, Natane conta que ele tinha como missão levar sua família a conhecer a impressionante prática do budismo Nichiren da BSGI.


Ela própria não o conheceu, pois só nasceu 9 anos depois desse episódio. “Mas sou muito grata a ele”, conta. A família já vivia um momento bastante promissor e ela teve uma infância muito feliz e tranquila, nos “jardins da Gakkai”.


A vida é um ciclo constante. A prática budista não isenta ninguém dos infortúnios, o que muda é o modo como encaram os dissabores, não como vítimas ao sabor das intempéries, mas como protagonistas dispostos a transformar tudo em aprendizado, fortalecimento e sabedoria.


Foi em 2000 que tudo mudou para Natane. Aos 10 anos de idade, viu seu pequeno mundo desabar. Seu pai fora assassinado após um assalto. Quase que instantaneamente após a notícia da morte de seu pai, sua mãe entrou em depressão. “Eu não entendia porque aquilo tinha acontecido, o mundo tinha desmoronado na minha cabeça, mas eu tinha que ser forte, precisava zelar mais do que nunca pela minha mãe”, conta. Aprendeu a cozinhar e com a ajuda da irmã cuidava da mãe e limpava a casa.


Três anos depois sua mãe começou a passar mal e ter sangramento nasal tão intenso que chegou a encharcar uma toalha de banho. Vendo a mãe ser levada ao hospital, Natane reuniu todas as suas forças e decidiu que sua mãe voltaria para casa. No dia seguinte, com o retorno dela à casa, soube que tivera um princípio de derrame, devido a hipertensão e diabetes. O susto que passou fez com que sua mãe despertasse para a vida. “Minha mãe mudou seu coração e aos poucos foi saindo da depressão voltando a praticar o budismo e a participar das atividades!”, exulta.


Mas havia ainda muito o que transformar. Em 2004 foi a vez dela própria manifestar o carma da doença. Toda a tensão e a carga emocional envolvida durante os anos em que cuidou de sua mãe, assumindo as tarefas e as reponsabilidade resultaram em uma Síndrome do Pânico. O medo de perder mais um ente querido foi o estopim da doença. Como o medicamento indicado lhe causava sono e isso a prejudicava na escola, decidiu parar com o remédio e se ver livre da doença apenas com o acompanhamento psicológico, sua força de vontade e prática budista. “Na metade do ano já tinha melhorado bastante e não tinha mais crises”, conta.


Natane teve muitas outras comprovações da força de sua prática, mas uma se destaca: venceu um abismo de dívidas e conseguiu viajar por conta própria ao Japão em 2016 e, de volta ao Brasil, inscreveu-se para o grupo dos “200” e foi selecionada. A base para esta transformação foi uma orientação do segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda: “Uma grande quantidade de dinheiro circula na sociedade. A questão é que não entra em nosso bolso. Se acumular boa sorte e abrir uma porta de entrada, o dinheiro virá ao nosso encontro o quanto desejar. O importante é acumular boa sorte; e edificar a base inabalável para a felicidade que perdure pelas três existências”.

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