08 de Abril de 2017

Um oásis de pesquisa e sustentabilidade

“Os resultados do amanhã serão visíveis nas causas que fazemos hoje. Vamos geminar as sementes uma a uma, e vencer no presente pelo bem do futuro.” (Daisaku Ikeda)

Canteiro de produção de mudas

Buritizal totalmente recuperado

Sementes recolhidas e classificadas na própria área dão origem a novas plantas

O que hoje é uma mata fechada, onde abundam animais e espécimes nativos da flora amazônica, já foi um espaço degradado e sem reminiscências de que outrora existia uma exuberante floresta. O Instituto Soka – Centro de Projetos e Estudos Ambientais do Amazonas (CEPEAM) foi criado com a missão de contribuir para a preservação do meio ambiente e está situado em uma área de 55 hectares em frente ao Encontro das Águas – uma das mais belas paisagens fluviais do estado, local em que os rios Negro e Solimões se encontram e percorrem juntos um longo caminho antes de se juntarem e formarem o rio mais caudaloso do mundo, o Amazonas. O Instituto abriga e gerencia a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Dr. Daisaku Ikeda.


A reserva é parte integrante do que o mundo conhece como Floresta Equatorial da Amazônia. Algo tão gigante que se espalha por nove nações: Brasil (com 60% de toda a floresta), seguida pelo Peru com 13% e o restante em partes menores espalhados pelos demais países e um território, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (ainda um território da França). A Amazônia representa mais da metade das florestas tropicais remanescentes no planeta e compreende a maior biodiversidade em uma floresta tropical no mundo.


A RPPN é uma categoria de Unidade de Conservação particular criada em área privada, por ato voluntário do proprietário, em caráter perpétuo, instituída pelo poder público. Como depende da vontade do proprietário, é ele quem define o tamanho da área a ser instituída como RPPN, no caso o Instituto Soka-CEPEAM.


Para garantir a boa gestão deste espaço, toda a RPPN precisa ter um Plano de Manejo, ou um documento técnico que estabelece seu zoneamento e as normas norteadoras e reguladoras do uso que se fará da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação de estruturas físicas necessárias à gestão da RPPN. Sua elaboração é uma exigência legal,


O Plano de Manejo da RPPN Dr. Daisaku Ikeda está dividido em duas partes, sendo que a primeira apresenta o diagnóstico da RPPN, seus componentes biológicos, geográficos, sociais e ambientais. Na segunda parte traz o planejamento da gestão da UC para os três anos de implementação do Plano com zoneamento e cronograma dos Programas e Projetos.


A propriedade Nazaré das Lajes foi adquirida pela Associação Brasil Soka Gakkai Internacional (BSGI) atendendo a iniciativa do seu fundador dr. Daisaku Ikeda, que em seus planos e sonhos vislumbrava que a instituição pudesse ter uma área na Amazônia com a finalidade de pesquisa e preservação. Após algum tempo de procura, encontrou-se a propriedade disponível, justamente às margens dos grandes rios Solimões e Negro junto ao encontro das águas. A partir de então, o Instituto Soka – CEPEAM iniciou a gestão dos trabalhos desenvolvidos na área, além da promoção de sua manutenção. Os trabalhos iniciaram-se no ano de 1993, com a assinatura de um convênio de cooperação técnico científica entre o Instituto Soka-CEPEAM, a Universidade Soka do Japão e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia da Amazônia (extinta SEMATEC). Plano de Manejo RPPN Dr. Daisaku Ikeda. Em reconhecimento às ações empreendidas o IBAMA, por meio da Portaria 049/95 de 12 de julho de 1995 credenciou a área como uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) integrando-a ao grupo de unidades de conservação reconhecida e protegida pelo poder público e privado.


Segundo o Inventário Florístico realizado no ano de 1997, esta RPPN ocupa uma área de 52,06 hectares de uma área total de 55 ha da propriedade, recoberta por floresta ombrófila densa do tipo submontana, de acordo os levantamentos do Projeto Radam (BRASIL, 1974), também chamadas de “terra firme” e floresta aluvial, onde estão distribuídos indivíduos de mais de 200 espécies arbóreas de 45 famílias (INSTITUTO SOKA - CEPEAM, 1997).


Os animais possuem papéis importantes para a manutenção do sistema ambiental. Seja por meio da dispersão das sementes ("plantando" árvores), principalmente nas florestas tropicais, onde cerca de 90% das espécies vegetais arbóreas têm suas flores polinizadas e suas sementes dispersas por animais-, seja no controle de espécies (alimentação), na obtenção de proteína para consumo (alimentação humana), no fornecimento de componente biológicos com finalidade medicinal. Cada indivíduo animal tem sua função específica na natureza e a sua ausência pode acarretar em prejuízos incalculáveis para a humanidade.


O sítio arqueológico Daisaku Ikeda, localiza-se muito próximo da área do sítio Lajes, a sudoeste deste. Situado dentro da área florestada pertencente ao Centro de Projetos e Estudos Ambientais do Amazonas (CEPEAM), o sítio Daisaku Ikeda recebeu esse nome em função do então presidente da Associação Soka Gakkai Internacional (SGI). Durante as escavações para a instalação do Laboratório de Ciências Naturais da Associação foram resgatados dois artefatos: um gargalo de urna funerária e um alguidar de grandes dimensões. Com uma privilegiada localização, defronte ao Encontro das Águas, Daisaku Ikeda aparenta ser contemporâneo ao primeiro, e provavelmente ocupado pelos mesmos grupos indígenas no passado. De fato, os vestígios enterrados, assim como a implantação no topo do terraço fluvial, remetem o sítio Daisaku Ikeda ao mesmo contexto de ocupação do sítio Lajes.
Banco de Sementes Amazônicas: é um projeto científico com o objetivo de conhecer e fazer a proteção das espécies arbóreas nativas do Amazonas por meio do banco de sementes, ou seja, preservação do material genético de propagação das espécies.


Projeto Arborização de Manaus: por meio da produção e doação de mudas para os projetos da Prefeitura Municipal de Manaus e outras iniciativas, visa contribuir para a maior arborização dos espaços públicos e privados da cidade, objetivando a melhora da qualidade de vida da população.


Além disso, a Reserva possui indivíduos florestais de espécies amazônicas que geram uma quantidade expressiva de sementes usadas na produção de mudas, garantindo assim a preservação dessas espécies por meio do Bancos de Sementes.


Em termos de Recuperação de Áreas, a RPPN é resultado de 25 anos de ações de recuperação ambiental, onde foram plantadas mais de 6 mil mudas de árvores nativas, empreendido esforços para a melhoria da biodiversidade, com o acompanhamento da fauna existente e monitoramento da flora por meio dos estudos científicos em parceria com inúmeras instituições.


Em relação à Educação Ambiental, atuamos com a comunicação e educação junto à crianças e jovens da rede municipal e estadual, público e privada de ensino, trazendo à tona o papel da escola na conservação ambiental por meio do “Escola Itinerante”. As Pesquisas Científicas, tem sido uma constante nos 25 anos de existência da área e 15 anos de criação da RPPN, pois as primeiras ações realizadas na área tiveram como ponto de partida os estudos das instituições parceiras. Atualmente, o Instituto Soka – CEPEAM já possui convênios com as principais instituições de ensino e pesquisa do estado, além de outros centros internacionais de referência com vistas a construir um programa internacional de pós-graduação.

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