20 de Março de 2018

Um visitante sem precedentes!

Há 25 anos, o presidente da SGI, dr. Daisaku Ikeda, visitava o Brasil pela 4ª vez

Fachada da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro

Momento da entrega do diploma de sócio correspondente da ABL a Daisaku Ikeda

Em fevereiro de 1993, o dr. Daisaku Ikeda esteve pela quarta vez em terras brasileiras. Foi uma ocasião de grande emoção e júbilo por parte de todos os associados da BSGI e do mundo. Disse ele naquela ocasião: “fui agraciado com o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro e tive a honra de tornar-me Sócio Correspondente da Academia Brasileira de Letras. Porém, quero ressaltar que o mestre e os discípulos são inseparáveis. Neste sentido, embora eu tenha recebido estas honrarias, eu as recebi como representante dos senhores, e esta glória é igualmente de todos os senhores. Quem se alegrar desta forma poderá glorificar a sua vida e as de suas gerações futuras de maneira grandiosa”.


Naquela ocasião, diferente das visitas anteriores – 1966 e 1984 – quando havia ainda um clima incerto motivado pelas condições políticas e econômicas, o país vivia um momento de grande esperança devido o início da estabilidade social. Em 1993, o presidente da SGI pode entrar no Brasil com honras de estado, convidado oficialmente pela Academia Brasileira de Letras e era aguardado por intelectuais, instituições e personalidades. Foi um grande marco e a vitória da BSGI que, desde a sua fundação, almejava conceder ao pensador Ikeda, as láureas que lhe eram devidas, por seu empenho incansável pelo estabelecimento de um mundo livre de guerras, mais harmonioso e pacífico.


Instituições eminentes, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Academia Brasileira de Letras (ABL) outorgaram-lhe homenagens e pensadores de grande renome, renderam-lhe todo tipo de congratulações. Após o célebre discurso na ABL, A Alvorada de Esperança da Civilização Universal, Ikeda foi empossado como Sócio Correspondente da ABL, até hoje o único oriental a ocupar uma cadeira na instituição e, na UFRJ, recebeu o título de Doutor Honoris Causa, em reconhecimento aos seus esforços pela paz e a promoção de uma cultura de direitos humanos no mundo.


A poeta e escritora Rachel de Queiroz, também imortal da ABL esteve presente à cerimônia de posse, e destacou o quanto o discurso de Ikeda impressionou-a profundamente. “Não conheço ninguém que tenha se utilizado das palavras dele [Guimarães Rosa] de forma tão esmerada. A sua literatura é considerada uma das mais complexas do Brasil em termos de compreensão”, explicou. A poeta foi amiga de escola do escritor e pertenciam ao mesmo círculo de literatos. “Como éramos amigos de longa data, eu entendo que a visão que ele tinha da religião é bastante parecida com a do presidente da SGI”, afirmou Raquel de Queiroz.


“É preciso cultivar cada dia mais os valores espirituais com a intenção de construir uma verdadeira Civilização Universal, sem a qual não surgirá a alvorada da esperança no século XXI”, enfatizou, na época, em seu discurso de posse na ABL. A cadeira que ocupa, a de número 14, já teve nomes ilustres como o inglês Herbert Spencer, o polonês Jean Finot, o francês Ernest Martinenche e o espanhol Ramón Menéndez Pidal.


Naquele 12 de fevereiro de 1993, afirmava com propriedade visionária: “sou um dos que acreditam que para se alcançar a harmonia e a integração dentro da diversificação – no intuito de desbravar o horizonte da Civilização Universal – são inestimáveis o peso e a importância da cultura brasileira. Parece-me evidente, também, que a democracia étnica da sociedade humana brasileira, virtude mundialmente reconhecida, é um tesouro histórico da humanidade”. Isso quando ninguém conferia valor a esse “tesouro”: a impressionante diversidade cultural brasileira.
Quanto à referência a Guimarães Rosa, nosso grande escritor mineiro, que tanto encantou a poeta Raquel de Queiroz, Ikeda com espantosa sagacidade, enfatizou que a saga do jagunço Riobaldo “pelos valores do mundo primitivo, (..) produziram em mim um efeito semelhante ao das montanhas íngremes primorosamente pintadas ao fundo em perspectiva”. Ele enfatizou ainda que “a democracia étnica da sociedade humana brasileira, virtude mundialmente reconhecida, é um tesouro histórico da humanidade”.


Outro importante fato dessa 4ª visita foi a outorga do título de doutor honoris causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 11 de fevereiro data do aniversário natalício do professor e segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda. Em seu discurso, o dr. Ikeda ressaltou: “o Rio de Janeiro pode ser considerado a ‘porta da esperança’ rumo à grandiosa universalidade. A partir de hoje como um integrante desta ‘universidade aberta’ e ‘sem paredes’, estou decidido a zarpar junto com os senhores em direção ao grande oceano da união harmoniosa de toda a humanidade”.


Outros eventos


A BSGI do Rio de Janeiro promoveu um grande festival cultural em homenagem ao dr. Ikeda, com a participação de milhares de associados, tanto nas apresentações como na plateia. Os dias memoráveis passados no Rio se seguiram às viagens pelos países vizinhos – Argentina, Paraguai e Chile.


Somente 12 dias depois é que os paulistas tiveram a oportunidade de rever o dr. Ikeda após 9 anos desde sua última visita à “Terra da Garoa”. Desembarcou no dia 25 de fevereiro, às 19h10, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, de onde seguiu para Centro Cultural Campestre (CCCamp), onde se realizou, dois dias depois, a Convenção Sul-americana da SGI na tarde de 27 de fevereiro. Esse evento teve participação de representantes de toda a América do Sul, EUA e Japão.


No dia seguinte a Orquestra Filarmônica Brasileira do Humanismo Ikeda (OFBHI) apresentou a obra Sounds of Innovations (Sons da Inovação) do pianista e compositor Amaral Vieira, diretor técnico do grupo.


E, finalmente, em 7 de março no mesmo CCCamp foi realizado o Curso de Aprimoramento dos Representantes do Brasil em que o dr. Ikeda se reuniu com mais de 2 mil integrantes das comissões de preparativos de sua quarta visita. No dia seguinte, 8 de março, partiu de volta rumo às terras do Sol Nascente.


 

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